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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Míriam Leitão mata 120 pessoas após tensão no mercado de ações

Oscilações no mercado estimulam crises psicóticas em economista das Organizações Globo

- Paulo Dias e Lucas Constantino -

O massacre realizado pela economista, carinhosa e dona de casa Míriam Leitão já somam 120 vítimas. Os crimes começaram hoje de manhã na reunião de pauta do Bom Dia Brasil¹, imediatamente após a jornalista tomar conhecimento da queda das bolsas europeias. “Ela ficou meio abalada² e perguntou: ‘Quem caiu com a bolsa?’ Eu ri e, brincando respondi: Foi a Renata (Vasconcellos, apresentadora do jornal). Em instantes a Míriam pulou em cima dela e a mordeu até não sobrar gordura³”, declarou Renato Machado.
De acordo com a polícia, a economista fugiu da Sede Jornalística da Rede Globo (Projac) logo após cometer o primeiro assassinato, mas não sem antes atropelar dois cinegrafistas do programa ‘Mais Você’. Ainda segundo a polícia, os assassinatos se intensificaram conforme a queda da Bovespa. Por volta das 14 horas, quando o recuo na Bolsa de valores de São Paulo registrava queda de 5%, Miriam Leitão foi ao Cristo Redentor e arrebentou todos os teleféricos com os próprios dentes. Dezenas de corpos despencaram acompanhando as quedas da Bovespa, Nasdaq e Hugo Chavez.
Míriam Leitão espumando pela boca, por André Jordano, em seu último suspiro de vida.
Quando a queda da Bovespa chegou ao patamar de 9,75%, às 15h20, a jornalista entrou em crise epilética abrindo uma cratera de 10 metros de diâmetro em João Pessoa, onde se encontrava, atrapalhando as gravações da novela ‘O Astro’. Míriam encontra-se em coma induzido na casa da amiga Preta Gil, que comemora 37 anos hoje. As Organizações Globo emitiram uma nota afirmando que a economista não infringiu nenhum dos princípios editoriais da empresa.

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1- Talk show dirigido por e para Alexandre Garcia emitir sua opinião
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5- Vida longa, Preta!

domingo, 22 de agosto de 2010

Opinião

Pior não fica?
Palhaçadas políticas: exercício da democracia ou desrespeito ao país?
por Fábio Congiu
Uma professora disse essa semana: “Jornalistas, pensem como povo. Não pensem como vocês.” Segundo ela, isso ajuda a explicar muita coisa como, por exemplo, a popularidade do presidente Lula, o sucesso do sertanejo universitário, o bombardeio de palhaçadas políticas no horário eleitoral gratuito. Não faltam armas cujo intento seja desmoralizar a democracia – Mulher Pera, Ronaldo Esper, Marcelinho Carioca, Maguila, Kiko (do KLB), Caju, Netinho de Paula –, mas confesso que nenhuma delas me comove tanto quanto a candidatura do artista e intelectual brasileiro, Tiririca.

Vamos, pois, forçar a amizade. Digamos que Netinho de Paula (pagodeiro), almejante ao Senado, represente jovens da periferia (“do gueto”, como ele costuma dizer) que ainda precisam e muito de alguém que os alerte quanto aos seus direitos; Caju (parceiro de Castanha, com quem faz repentes), vá lá: há inúmeros nordestinos espalhados pela metrópole e é interessante que se eleja alguém com vivência parecida. Entretanto, candidato a Deputado Federal pelo PR (Partido da República), Tiririca representa quem? Os coloridos da modinha atual? Penso que não; logo, prossigo.


“Sabe o que faz um Deputado Federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto.” Enquanto seus concorrentes midiáticos apresentam discursos aparentemente sérios (inclusive Maguila, com a ajuda de legendas, é claro), Tiririca assume sua ignorância política, zomba de seus eleitores, afirmando que lhes contará os deveres políticos se eleito, e ainda é capaz de mostrar descaradamente total desinteresse pelo melhor exercício da democracia brasileira: “Vote no Tiririca; pior do que está não fica.” Votar nele já significa que as coisas podem piorar.


Se tudo é tão escrachado e desmotivador (em contraponto à política tradicional das boas impressões e promessas) e se toda candidatura tem um público-alvo, logo, quem são os eleitores que Tiririca procura? A autora da frase citada no princípio do texto referia-se à identificação: vota-se em Lula porque ele fala errado e é assim que fala a grande maioria da população brasileira. Que seja. Coloquemos, contudo, essa visão sobre a candidatura de Tiririca: o povo brasileiro, por acaso, é palhaço (no sentido de ridículo, de desimportante, de só fazer tolices)?


Cabe ao leitor procurar esta resposta – os tempos avançam, as coisas evoluem, mas a concepção de povo talvez permaneça carente de aprofundamento. O que se pode constatar é que a candidatura em questão não representa um exercício de democracia, mas sim, um desrespeito a um país que, justamente por ser tão jovem no contexto democrático, merece, ao menos, melhor orientação e fiscalização mais séria no campo político.

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