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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dossiê JW: Estudos do Pecado entre Homossexuais

A Grafia, O Vírus, A Genética e o Medo são as variáveis mais discutidas atualmente

Lucas Constantino (São Francisco - Califórnia)

Numa semana de campanhas contra a homofobia e a legalização do Alcorão nas escolas primárias, o The Jannah Wilson Blog's preparou um dossiê com as quatro principais pesquisas realizadas sobre o polêmico assunto: seres que abusam de seus semelhantes.


Estudos antropofágicos realizados por gregos e chineses concluíram que o Homossexualismo é diferente de Homossexualidade. O conceito com final “ismo” está relacionado com o Islamismo e com o culto à imagem de Kurt Cobain. Já a Homossexualida
de tem origem - de acordo com fósseis de golfinhos encontrados - no final do Paleolítico, época que ainda não existia o fogo e está relacionada com as áreas litorâneas, sertanejas.

Em dissonância, a Igreja Católica divulgou uma pesquisa realizada por monges italianos comprovando que Homossexualismo é uma doença. “Realizamos uma série de análises no nosso mosteiro. Implantamos nele um homossexual e depois de 3 meses, constatamos que a taxa de homossexualismo aumentou em 72%. Dos 87 padres heterossexuais, 63 foram infectados com o possível vírus” lamentou a Madre Superiora e coordenadora da pesquisa Carmem Lúcia Maria. Outro estudo divulgado recentemente pela UFRGS concluiu que a preferência por Madonna, Video Show e Pão de forma integral não é determinante para a escolha sexual. Os pesquisadores também constataram que a homossexualidade não está relacionada com a genética. “Um gay será sempre filho de pais heterossexuais”, explicou o renomado cientista e prêmio nobel Jordano Diógenes.

Por fim, dados do relatório divulgado na última sexta-feira pela Faculdade de Pediatria da USP afirmaram que a homofobia está intimamente ligada ao desenvolvimento de Câncer de Mama e de Próstata. Segundo a pesquisa 47% dos homofóbicos coletados na Avenida Paulista desenvolveu os dois tipos de câncer simultaneamente na forma mais maligna possível.

ESSE BLOG APOIA E PATROCINA OS ESTUDOS DA USP-PEDIATRIA.

domingo, 26 de setembro de 2010

Opinião

BAIXARIAS DA NATUREZA
Sermos humanos faz-nos seres iguais? Nosso heroico povo luta para provar que não.
por Fábio Congiu
“Vamos ceder, enfim, a tentação das nossas bocas cruas e mergulhar no poço escuro de nós duas.” Em 1974, Chico Buarque e Ruy Guerra tiveram censurada a montagem de sua peça Calabar: o Elogio da Traição por conter – entre outras coisas – trechos de músicas como esse. Nada mais justo: bom governo era aquele militar que defendia seu povo heroico das baixarias da natureza.

Infelizmente, os tempos mudaram. Hoje, todos têm direitos e liberdades. O Estado fraco da democracia permite que hordas de homossexuais invadam as ruas de nossas cidades honestas a fim de afirmar sua igualdade em relação aos homens de bem. De onde tiraram essa ideia? Talvez eles acreditem naquele velho argumento de que o fato de sermos todos humanos nos faz seres iguais.

Boa piada. Insinuar essa igualdade é como dizer que negros têm os mesmos direitos dos brancos ou que pobres têm os mesmos direitos dos ricos. Conheci uma pessoa que dizia convictamente: “Nada contra negros e homossexuais desde que eles fiquem no seu devido lugar.” Para ela, as coisas funcionavam assim: ajudamos mendigos desde que não morem em nossa calçada, aconselhamos amigos desde que não venham nos dar conselhos, aceitamos o direito universal à crítica com a condição de que não nos critiquem. Há certa razão nisso.

Por outro lado, uma sociedade unida como a nossa de modo algum pode aceitar o seguinte argumento (o mais utilizado pelos homossexuais rebeldes): “o que é feito entre quatro paredes não interessa a ninguém”. Como não? Quer dizer, leitor, que o filho do primo do avô do seu vizinho decide jogar água para fora da bacia e você não tem nada a ver com isso? Quanta ingenuidade! Se queremos saber da vida alheia, é porque nos preocupamos com ela...

Como não se preocupar com os absurdos tangentes aos homossexuais? Certa vez, encontrei em plena Avenida Paulista uma senhora humilde, de lenço na cabeça e vestido florido. Ela, incrédula, olhava um casal de gays que apenas andavam de mãos dadas. Provavelmente, por não ter costume de presenciar cenas como aquela, não tinha noção do quanto isso é comum hoje. Todavia, a elite financeira e intelectual do Brasil tem cumprido obstinada seu papel de defensora do moralismo, pregando a não naturalidade do que alguns chamam de condição sexual por meio de artifícios como: piadinhas infames, negação de adoções, não inclusão de parceiros como dependentes em planos de saúde, ilegalidade do casamento civil/religioso e até mesmo por meio da “cura” de homossexuais em algumas igrejas.

Vivemos em tempos complicados. Há guerra, miséria, ignorância social e revoluções climáticas por todas as partes do globo. Apesar disso, em nome da ética, nossa sociedade insiste em se preocupar com coisas nem mais consideradas por muitos como problemas (por exemplo, aquilo que é feito entre quatro paredes por seres abomináveis). Portanto, depois de expressada aqui imparcialmente toda essa preocupação que tanto trabalho e ácido na língua exige dos bons cidadãos, qual afirmativa abaixo sobre homofobia o leitor escolhe?
a) homofobia é bonita, justa e doce
b) homofobia é enrustição
c) homofobia é falta do que fazer

Caso o leitor ainda não saiba o que responder, o seguinte vídeo disponibilizado no Youtube, "
Homo Erectus", pode contribuir para o raciocínio e também facilitar o entendimento do texto.

domingo, 29 de agosto de 2010

Opinião

ELES VENCERAM
A vanguarda sertaneja firma seu lugar no mercado e na cultura brasileira
por Fábio Congiu
O Brasil tem poucas coisas das quais pode se orgulhar. Uma delas é a música. São muitos os artistas que lutam para honrar esse compromisso cultural. Há poucos anos, quando as rádios estavam dominadas pelo Axé e pelo Funk, surgiu no interior de Minas Gerais e de Mato Grosso um estilo musical digno e inovador: o Sertanejo Universitário.

Os mineiros César Menotti & Fabiano e os mato-grossenses João Bosco & Vinícius, duplas pioneiras, popularizaram seu ritmo carnavalesco e suas composições originais nas universidades onde estudavam. A mistura da música caipira com excrementos do Pagode, do Funk e do Axé foi imediatamente abraçada pelos antenados universitários brasileiros, os principais divulgadores da vanguarda.

Das universidades para rádios, rodeios, capitais, estados. Adeptos pipocaram em todo país. Luan Santana, Fernando & Sorocaba, Hugo Pena & Gabriel, João Pedro & Cristiano, Victor & Leo. Esta última dupla, por sua vez, destaca-se por negar o rótulo; porém, é nítida a influência universitária: “Vejo minha fada e sua vara de condão tocando meu coração”. Profundo. Sutil. Nota-se nisso a maturidade a que chegou o gênero Sertanejo.

O país surpreendeu-se com as novas duplas. A linguagem atual (“Todo dia seu teatro é exatamente igual: você diz que me odeia, mas no fundo paga pau”), a poesia impactante e criativa (“Eu sou o Robin Wood da paixão”) e a interpretação emocionada (enquanto um canta dramaticamente, o outro bate palma) pautam o novo sertanejo, que prima pela originalidade.


É evidente a maior preocupação para com o conteúdo das composições. Buscam-se formas belas e eficientes de se falar de amor. As influências vão de Vinícius de Moraes, em letras como “Mas saiba que amor verdadeiro perde o brilho, mas nunca se apaga” à Wando, em “Você é raio da saudade, meteoro da paixão”.


No entanto, nem só de amigos vive o mundo sertanejo. O sucesso universitário incomodou algumas estrelas. A consagrada dupla Zezé di Camargo & Luciano, cuja obra vai do próprio Zezé a The Beatles, afirmou: “Eles são uma mentira musical”, referindo-se aos novos astros pop-caipiras.


Mentira musical ou não, eles venceram. Os novos sertanejos dominam as rádios e lotam as arenas de show. O público brasileiro compreendeu e aprovou a proposta de inovação alienada, confirmando sua inteligência crítica e a importância dos sertanejos para a música e a formação cultural do país.

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