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domingo, 3 de outubro de 2010

Opinião

É LULA DE NOVO
Com a força da publicidade, candidatos são eleitos tal qual um achocolatado na prateleira
por Fábio Congiu
Não é arriscado apostar na vitória de Dilma Rousseff no dia 31 de outubro. É claro que o jogo pode virar, mas é inegável a dificuldade. Dizer que Lula manda e desmanda no país é exagero, teoria da conspiração (onde está a CPMF agora, conspiradores?); entretanto, o poder que ele alcançou à custa de imagens/publicidades é no mínimo intrigante. Afinal, seu apadrinhamento elevou em pouco menos de um ano sua candidata do “anonimato” à provável primeira presidente do Brasil.

Quem é Dilma Rousseff? Para alguns veículos da imprensa, uma terrorista; para outros, a candidata mais preparada. Para grande parte da população, uma aproveitadora; para outra grande parte, a mulher do Lula. Ao longo dessas eleições de 2010, muito se discutiu a respeito da ex-ministra-chefe da Casa Civil; todavia, pouco foi concluído. Concluiu-se apenas o fenômeno do popululismo, mistura moderna (cujos pés estão no passado) de marketing e carisma que tem o poder como alvo.

Pouco valeria pregar experiência administrativa, comentar seu empenho na luta contra a ditadura militar, ocultar “problemas” pessoais como divórcio e até mesmo passar por uma metamorfose caso Dilma não pudesse contar com o apoio de Lula aliado a um excepcional trabalho de marketing. E que trabalho! Se em abril de 2010 o Datafolha a apontava com algo em torno de 28% das intenções de voto contra 38% de seu principal oponente, José Serra, ela terminou o grande dia superando-o com 46,71% contra 32,69%.

Diante do horário eleitoreiro, há que se convir: a “mulher do Lula” parece mesmo a mais preparada para “seguir mudando” o país. O poder da publicidade de transformar (literalmente) uma figura desconhecida da população nessa administradora ideal é o mesmo que transformou um ex-metalúrgico no presidente mais popular de nossa História. De 2003 a 2009, mais de 7,7 bilhões de reais foram gastos em publicidade pelo governo Federal a fim de atribuir ao “cara” a conversão das terras tupiniquins num suposto país glorioso, emergente e igualitário.

É esse mesmo poder o responsável pela conversão de corruptos e palhaços em deputados federais, pagodeiros em vereadores (por pouco, em senadores), esposas inexperientes em candidatas ao governo, democracia em circo (dos horrores). Eleger representantes políticos no Brasil é como comprar chocolate em pó: na TV, o produto é chamativo e cativante; em casa, nota-se que tudo era meramente ilustrativo, mas, mesmo assim, ninguém reclama.

Durante a campanha, predominaram os candidatos-achocolatados. Enquanto os coligados de Dilma (inclusive ela) abraçaram a imagem de Lula, os de Serra (inclusive ele) abraçaram a imagem de... Lula. Assim, quase todos ficaram bonitinhos e felizes, mas ideias, debates, planos e soluções ficaram à deriva. Não há nisso, contudo, nenhum desmerecimento: se, neste país, política assumiu o status de comércio, vence quem vende melhor, e vende melhor quem explora imagens em vez de conteúdo (vide a sessão de best-sellers das livrarias ou os programas mais vistos na TV). Portanto, a ascensão de Dilma Rousseff como consequência indubitável da popularidade de Lula, e a ascensão desta, do marketing, confirmam o poder intrigante e perigoso do fenômeno do popululismo, que sentencia um novo slogan: “é Lula de novo com a força da publicidade”. Até quando?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Divulgado emprego secreto de Dilma

Fotografias justificam ausência de petista em debate
por Paulo Dias
A candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff, foi flagrada por fotógrafos em seu emprego-confido-oficial, na madrugada desta terça-feira. Fotos divulgadas pela Agência Joeliza Pessoal mostram a candidata praticando malabares nos semáforos das principais avenidas de Florianópolis (SC). “Aquela Dilma sisuda, bruta, ogra, mal-encarnada, cede espaço à uma meninona maravilhosa, cor de maravilha, que encanta todos os motoristas com seu virtuosismo na antiga arte circense”, confidenciou André Jordano, um dos fotógrafos responsáveis pela descoberta.
Embora nenhum membro oficial do PT tenha se pronunciado, o Jannah Wilson Blog’s acredita que o ofício secreto de Dilma justificaria a ausência da petista nos debates.

Facções secretas do partido revelaram que a candidata aprendeu o malabarismo no período em que esteve presa, e que aperfeiçoou muito desde a época. “Ela era péssima! Jogava duas bolinhas de pom-pom pra cima e todos tínhamos que aplaudir, senão ela nos batia, surrava mesmo. Hoje não, mais dócil e com uma destreza incomum, Dilma joga até cinco estacas em chamas para os céus e, sorrindo, elabora uma verdadeira dança com as mãos”, declarou o cartunista Ziraldo, preso junto à Dilma na década de 70 e membro-chefe da facção secreta do PT.

Além de estacas flamejantes, a petista arremessa para o alto facões afiadíssimos, 10 cartões do bolsa-família (ao mesmo tempo) e bolas de papel higiênico embebidos em uréia. Somente hoje pela manhã, a malabarista conseguiu cerca de R$ 140,00 com seu trabalho.

domingo, 8 de agosto de 2010

Anúncio

(ajustado com Paulo Dias)




(Anúncios são negociados pelos próprios candidatos através do e-mail: jannah_wilson@hotmail.com)

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